Coluna Conquista City 04/2018

Coluna Badaia

                                               Coluna Conquista City 04/2018

                                                                    * Carlos César Bragato (Badaia)

 


Opa! Opa! Cheguei... o dia foi bom, ou melhor, continua bom. São quase 18:00, o sol fugiu do cenário faz tempo e a chuva chegou forte, com fortes rajadas de vento! É o Lusco-Fusco. O sol tomou medo e partiu! O radinho preto está ligado... Rita Pavone manda “Fortíssimo”... um hino italiano dos anos 60... linda... linda... não conhece? Procure por ela... a música... ficarás empolgado ou empolgada com o que vai ouvir... escolha um bom vinho... dance esta melodia suave e felicidades... só felicidades... nada mais.

Muitos pensam ou falam “esta vida é uma porcaria... por que estou passando por isso? Onde está Deus?” Eu lhe respondo... não foi você quem escolheu esta vida... foi dada à você por Deus... sim... você não tem nada a ver com ela... Ele tem... portanto, pare de reclamar e siga em frente... vamos! Rápido! Você a ganhou sem pedi-la agora trate de você e dela... do jeito que Ele quer... entendeu? Ainda bem...
1969... um ano à frente do ano que não acabou... 1968... “woodstock”... paz e amor... um milhão de pessoas fazendo amor e lutando pela paz... quantos artistas despontaram naquele palco de woodstock... quer um? Simplesmente Joe Cookker.
Bem, como sempre lá no Bar do Português, o baixista Cangerê e eu, o baterista de “Os Mesmos”, bebericando uma cerveja... era um sábado... mais ou menos 14:00... de repente, um carro super moderno estaciona frente ao bar, sai aquele “cara” que as “gatinhas” tratavam como o artista mais bonito da Jovem Guarda, simplesmente George Freedman... “Existe um amor dentro de mim que eu não posso nem mais controlar... uma coisinha estúpida que gosto de sentir que é amar você...” Sucesso nacional, apesar de ser uma versão de uma música cantada por Nancy Sinatra. Assim que entrou no bar, cabeludo, empoeirado, perguntou “Aqui tem um conjunto musical, não tem?”, “Sim”, respondi, “sou o baterista”... e Cangerê afirmou, “e eu, o contrabaixista.” Ele falou: “putz, quanta coincidência, e os outros?” Logo chegaram os saudosos Juninho e Seme Sakr... respectivamente, guitarras base e solo... “vamos fazer um bailinho hoje a noite?” e respondemos: “claro...”. Fomos ao ginásio, partimos para o ensaio... ensaiamos 12 músicas em menos de 40 minutos, tudo feito. Freedman ficou “louco” com o Seme, insistiu muito em levá-lo para São Paulo e integrá-lo a um conjunto da Jovem Guarda. Bem, o comentário da presença dele na pequenina City correu rápido. Clube Recreativo Conquistense lotado... às 21:00 daquele sábado, George Freedman cantou e encantou a moçada... Após algumas cervejas, autógrafos, voltou para o Hotel Central e fim...deu uma ”grana” boa pra todos nós, incluindo ele... era gostoso demais, cara... como esquecer tudo isto? Não dá, bicho! Aquela época já era de “muitas emoções” como costuma dizer um cantor por aí...
O radinho preto manda “Cavalgada”, é o Rei Roberto Carlos que, num certo trecho da música, frisa “... vou cavalgar por toda noite por uma estrada colorida... usar meus beijos com açoite e minha mão mais atrevida...” No final parece dizer assim “Estrelas mudam de lugar... chegam mais perto só pra ver... e ainda brilham de manhã... depois do nosso adormecer... e na grandeza desse instante... o amor cavalga sem saber... que na beleza desta hora... o sol espera pra nascer...” Cara, poesia falando de uma forma explícita de fazer amor, sem usar um “palavrão” na melodia... só mesmo Roberto e Erasmo Carlos.
Bicho, 19:06 do último dia do primeiro mês... vou tomar uma chuveirada... acreditem... o sol voltou... com medo... mas voltou... o que dizer? Natureza... Deus... até mais... “click..”
Olha, voltei pra dizer que Deus nunca disse que a vida seria fácil. Ele simplesmente prometeu que valeria a pena. Leu aí, bicho???

Bem, desculpem, voltei e notei que o rádio está desligado... “click”... ouço o Rei cantar “Querem acabar comigo... isto eu não vou deixar... me abrace assim... me olhe assim... não vá ficar longe de mim.”

1º de fevereiro... só vou dizer algo sobre o álcool: eu conheci o fundo do poço com o álcool, digo sempre que vi a “cara do fundo do poço...” Hoje estou aqui... feliz... escrevendo o que gosto e muito... minha mulher Isabel me ajudou... alguns amigos... e Deus me deu a mão... acabou. Não sou contra quem bebe, longe disto. Agora, só lhe peço “guarde a sua maligna língua em sua boca fétida... inveja mata... fuxico é horrível... procure saber a verdade... desagregador... reze... faz bem... isto é... se souber rezar.”
Filosofia de bar: num desses sábados à tarde, ali no “Bar do Didi”, Dominguinhos “o pequeno gigante”, sentou-se à minha mesa, e lhe perguntei “como vai, Domênico?” ele, ressaqueado, olhou-me e respondeu: “estou esbaforido”... cara, ri demais... há quanto tempo não ouvia a palavra “esbaforido”... que quer dizer “cansado ou ressaqueado”.
Olhe, são 20:00... não há sol... o dia já não é mais dia... engraçado, o escuro ganhou do dia.
Brilhante, Zé Wilson. Aquele domingo de futebol. Master do Corinthians versus Associação Atlética Conquistense... Estádio Antônio Alves da Silva... Perdemos de 3X1, mas jogamos bem... Viola prometeu, mas não fez seu gol.
A nossa Rádio Dinâmica FM. 105,9 encontra-se no sistema online, isto, poderá ser ouvida e sentida por este país afora, graças ao trabalho do dinâmico Presidente da Dinâmica: Raul Lemes da Silva. Que formou-se neste final de ano em Ciências Jurídicas, com 24 anos. Já passou para a história da radiofonia conquistense, juntamente com o “seu” Hércules Zara, de saudosa memória... como sintonizar? “www.radiodinamica.com.br”. Toca pra frente Raul, estou contigo e não abro. Falo sempre na força da jovialidade, em todos os sentidos desta vida, deste país, deste doido mundo louco e da situação que vivemos... gente jovem!!! Especialmente, também, nos 3 Poderes... que nos afligem.

Ah! Ouvi agora, pelo radinho, que após auditoria sobre o Estádio Itaquerão, o Corinthians está devendo 1 bilhão e 388 milhões!!! Então? É o efeito toma lá, dá cá! Só que agora tem que dá.

Você tem sentimento de impunidade? Eu tenho! E digo que a “Bagunça é geral” no país! Quem é quem? Quem prender? Quem soltar?
A corrupção é o cupim da República!
Eu sinto que o carnaval na City vai ficar ótimo... muitas atrações... ali no pátio da Estação Ferroviária... “eu sou aquele pierrot que te abraçou... que te beijou, meu amor... na mesma máscara negra que cobre seu rosto... eu quero matar a saudade... vou beijar-te agora... não me leve a mal... hoje é carnaval...” Lembra?
1971, carnaval no Clube Recreativo Conquistense, madrugada chegando, eu notei que o saxofonista tocava de olhos fechados, raramente os abriam... encostei-me no pilar próximo à ele e, com a cerveja na mão, fui enchendo a boca do instrumento dele... o som não saia mais... eu colocando mais cerveja... ele com os olhos fechados não notava nada... não saía som... só borbulhas pelo ar... seus amigos de banda rindo... todo mundo rindo... até que ele abriu os olhos e, vendo aquela situação, fez me um sinal positivo e o baile continuou... outros tempos... “a estrela Dalva no céu desponta e a lua anda tonta com tamanho esplendor...”
Cara, brinque o carnaval com educação, sem briga, sem confusão... chega disto!!!Eu fico por aqui... desligo o radinho... “click”... e vou embora. Suave é a noite... a noite é dos boêmios, dos notívagos, a noite é de todos nós... um abraço.