Coluna Conquista City 06/2018

Coluna Badaia

                                             Coluna Conquista City 06/2018

                                                                              * Carlos César Bragato (Badaia)


0pa!! Opa!! Cheguei. 06 de março, Terça Feira ensolarada, na sombra o termômetro registra 32 graus. Não é brincadeira... o sol está “pondo” um certo nervosismo na noite, pois, a gente também querendo que a escuridão chegue logo, mas nada! 17:45 horas e o calor continua imperando... “tô aqui e vou lutar pra ficar mais tempo...” acredito ser este o pensamento do Astro Rei.

Olha, aquela criatividade e inspiração não chegam, mas vamos colocando as letras em seu devido lugar e torcer para que seja apreciada e “engolida” por quem nos prestigia... sabe quem? sabe quem?       Isto... você!

O radinho preto “tá ligado”, vamos ver o que vem de bom pra nós.

Gosto de escrever neste horário, ou na parte da tarde, como queiram, porque a “Ave Maria” chega... são exatamente 18:00 horas... vamos rezar... me dê a sua mão... vamos fazer uma bela “corrente”... eu começo “Ave Maria, cheia de graça... isto! isto! Amém! Se você não participou, não tem nada, outra tarde vai acontecer... e ai, quem sabe...

Ali, no Bar do Didi, um papo “esperto” e alguém já mencionou “pô, faltam 5 meses... mas estou com saudade da nossa Festa de Agosto”, sim, um grande gosto... Também comunguei com ele...

Recordo-me dos anos 70... seu inicio... 71... mais uma vez lá ia o “Conjunto os Mesmos”, nosso “conjunto”... era assim que se expressava... hoje dizem “Banda”... não gosto... juro... Fomos “contratados” para animar os dez dias gostosos, que tornavam agosto a gosto de tudo!!!

Cangerê, Seme, Juninho e o “cara” aqui... íamos quitando nosso instrumental junto ao presidente da festa, o saudoso Padre Pedro Magalini, também, o Padre dono, em parte, de todo nosso instrumental.

A festa prosseguia e, faltava um refrigerante... passamos a por em prática o seguinte: quando íamos começar uma seleção musical, eu dizia... “esta seleção vai para o “seu” Fulano de Tal e família”... e o que acontecia?  Logo chegavam meia dúzia de cervejas com um recheado prato de salgados... era o seu fulano quem nos recompensava... e assim acontecia inúmeras vezes durante a festa...

O radinho preto Sony manda “espere um pouco um pouquinho mais... pra que eu te mostre a felicidade... espere um pouco um pouquinho mais... eu morreria sem te ver...” isto! Nilton Cesar, aquele cantor da musica “ Professor apaixonado”, recordam?      

Naquele “71”, tivemos uma grande surpresa: uma bela loura, já com seus 23, 24 anos, chegara em Conquista City... seu nome Arlete... grande Arlete... era filha do delegado da Policia Militar, “seu” “Astremilo”, este seu nome... gostava de usar um terno azul claro, com um belo chapéu... caminhava e deixava aparecer um revolver em sua cintura... bem, isto é outra coisa. Vamos falar de Arlete.

A festa de agosto já estava em sua terceira noite... quando ela adentrou aquele barracão... ah! Barracão Paroquial... a gente ali tocando e o pessoal dançando... logo, notamos que um jovem dançarino convidou-a para uma contradança... já se conheciam... ela dançava de uma maneira leve, solta, e ele era um “pé-de-valsa” sensacional... acredito que ainda o seja... falo de Claudio Caramori Valente... quando bailavam, quase todos os pares paravam para ver o show de Arlete e Claudio... mas quero chegar em outro momento... quando paramos para um breve descanso... e tomar uma cervejinha... eis que chega Arlete, indagando: “na próxima seleção eu posso cantar alguma coisa?”     “claro”, respondemos, e daí um pouco ela mostrou o seu outro lado: interpretava magnificamente “Diana”, de Paul Anka, mas na versão que o grande Carlos Gonzaga também cantava, música de muito sucesso... cantava musicas de Cely Campello e Silvinha... era sensacional.. e nas demais noite agostianas, lá vinha ela pra nossa alegria, vestia-se verdadeiramente como uma hippie, mas bem luxuosa... “oh! oh! que broto legal... garota fenomenal... fez um sucesso total... e abafou no festival... é bicho... vivemos e vivemos... era gostoso demais pra terminar tudo tão rapidamente...

À época, Osmarildo, bancário, “boa pinta”, vinha de longe pra exercer sua profissão em Conquista, jogou na Associação Atlética Conquistense, como meio campista... bom de bola... médio volante... joguei com ele... bem... mas o que tem ele de excepcional? Uma “cosita” só... paquerou e caiu nas graças de Arlete, namoraram e casaram-se em Uberlândia.  Muitos amigos de Conquista foram no casamento. É, eu sempre digo aqui: “nunca mais vimos Osmarildo e Arlete... onde será que estão?     Como estão?  Curiosidade excessiva? Não, nada disso... é que eram nossos amigos e a vida se encarregou de leva-los pra longe... nunca mais vieram em Conquista... tomara que estejam felizes e juntos para sempre...

Ah! Cara, sinto sim, saudades de amigos, meus amigos, os olhos chegam a lacrimejar... mas o que fazer?  Rezo e muito... e peço a vocês que rezem também... é bom... muito bom... revigora... fortalece... ajuda a não esmorecer diante das dificuldades que surgem... é difícil, sim... quantos amigos perdemos... quantos não voltaram mais ao nosso convivo? Outros que foram para outras plagas e se esqueceram da minha linda e alegre Conquista... a cidade mais linda do Triangulo Mineiro... perdoem o meu egoísmo!!!

Hoje, à tarde, encontrei-me com a amiga que há tempos não via... Graça Machado... amante de “O Conquistense”, que não circula mais... conosco também Lenita Gerolim. Conversamos e passei a ela o endereço do Portal Top Uai... dei, também, a ela, a esperança de que tudo vai ficar como antes, e quando se foi lembrei-me muito dos amigos Puca, saudoso Puca, saudoso Vicente Machado, o maior meia atacante que vi jogar, e Jaiminho Machado, que mora em Goiás e que também jogou pela lateral direita. Por favor dêem-me um tempo... são 19:30 horas... vou desligar o radinho e tomar um bom banho... a noite ficou emocionada ao mandar o dia embora, disputas na natureza... um ganha, outro perde e assim, sucessivamente.

Enquanto houver vida existirá felicidade.

O maior orgulho em ser conquistense é o de ter nascido em Conquista!!! Deu pra entender? Precisamos inundar Conquista de gente com mente esclarecidas!!!

O saudoso Cine São Jorge, foi o primeiro cinema a passar filme colorido para nós... e a película  chamava-se “Sangue e Areia”, com Victor Mature e Rossana Podestá... a melodia de fundo do filme era de Tchaikovsky, a bela “Lago do Cisne.”

O maior orgulho dos gregos não foi ter inventado o teatro, mas sim a bilheteria.  Vai chegando o momento de partir... mas encontrei-me com Braulinho, já restabelecido da cirurgia nos rins... encontrava-se bem e o papo transcorreu... foi bom revê-lo.

O radinho manda “venha ver... o que restou de mim... o que ficou do amor... você matou um sentimento que era quase flor... me deixou tão só... e ainda vai dizer pra todo mundo que o culpado sou eu...” Wilson Miranda, grande cantor dos anos 60, quantas músicas,  nova e bela jovem-guarda surgindo.

Eu gosto de pensar positivo para tudo e para todos... mesmo sabendo que em nada há novidades... vamos sentir o gosto da noite... como uma verdadeira noite. “É tão calma a noite... a noite é de nós dois... ninguém amor assim... nem há de amar depois... a  noite é só nossa... no mundo não há mais ninguém...” Moacir Franco.

São 23:15 horas, calor em excesso... vou embora, tchau... “click.”

Abraço.