Júri condena acusados de matar mãe e filhos gêmeos a 81 anos de prisão

Caso Matuzalém

Ocorreu nesta terça-feira (9) e se estendeu quase a madrugada desta quarta-feira (10) o júri que condenou Matuzalém Ferreira Júnior e Antônio Moreira Pires - o “Pedrão”, acusados de matarem Izabella Gianvechio, de 22 anos, e seus dois filhos gêmeos [Ana Flávia e Lucas Alexandre], que estavam com apenas dois meses de vida na época. O Tribunal do Júri, em Igarapava (SP), condenou, após 13 horas de julgamento, os réus a 81 anos e quatro meses de prisão pelo crime que chocou toda a região.

Os criminosos foram condenados por homicídio doloso qualificado, agravados ainda por motivo torpe, envolvimento de recompensa e do uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Com a condenação, eles deverão permanecer na Penitenciária de Tremembé (SP), onde estavam desde o julgamento.

O crime que comoveu a região aconteceu no dia 12 de fevereiro de 2015. Conforme as investigações, na época, a vítima teria marcado um encontro com Matuzalém em Uberaba para que ele reconhecesse a paternidade dos gêmeos. Diante disso, ele teria conduzido ela e seus filhos para dentro de um veículo.

A polícia teve acesso as câmeras de segurança de uma empresa que constatou o momento em que o veículo estacionou e um homem entrou dentro do mesmo e evadiu-se do local.

O corpo da vítima foi encontrado em um canavial próximo à cidade de Aramina, no interior de São Paulo. Os corpos dos gêmeos foram encontrados somente dias depois em Buritizal (SP). Com a exumação dos corpos dos gêmeos pela Justiça de São  Paulo, constatou-se que Matuzalém não era o pai deles.

Com o julgamento, constatou-se que “Pedrão” foi o executor dos disparos que mataram as vítimas; já Matuzalém foi o mandante do crime e contribuiu nas execuções.

A Promotoria sustenta que Matuzalém não aceitou a suposta maternidade dos gêmeos e por isso teria encomendado os assassinatos.