Bruno Piola lança livro inédito com pesquisa sobre a história do Titanic

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Na foto acima, Bruno Piola em 2015 durante sua viagem até Belfast, na Irlanda do Norte, onde o Titanic foi construído. Essa chaminé ao fundo é do navio Nomadic, o único navio da White Star Line (mesma empresa dona do Titanic) que ainda existe na atualidade

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Capa do livro 'Faces do Titanic' que será lançado em abril

Uma das histórias mais marcantes ainda continua despertando interesse e pesquisa. O naufrágio do Titanic já virou filme, documentário e provavelmente muita gente ainda não sabe de tudo que aconteceu entre a noite de 14 de abril e a manhã de 15 de abril de 1912 no Atlântico Norte.

Bruno Piola, o diretor de comunicação da Câmara Municipal de Franca, conversou com nossa reportagem, e revelou detalhes do seu livro inédito “Faces do Titanic”, que é uma obra de não-ficção sobre a história dos tripulantes que estavam a bordo do navio.

Interesse – Piola era uma criança com 8 anos quando assistiu pela primeira vez ao filme de James Cameron, em 1998. A partir daí o desejo de se inteirar mais pela história do naufrágio foi só aumentando. “A medida que eu ia crescendo, me interessava ainda mais pelo desastre real, foi quando comecei a comprar livros, ler na internet, para saber tudo que aconteceu de verdade”, conta.

Foi necessário sacrifício e dedicação ao longo destes dois anos e meio. Praticamente tirava um sábado ou domingo, sendo um dedicado ao livro e o outro para sair ou divertir. Na sua rotina de trabalho, tirava apenas à noite para continuar o projeto.

Viagens – E para ser um bom pesquisador dessa história, não basta apenas ser jornalista e correr atrás das fontes. Entre 2012 e 2015, Piola foi para a Europa e conheceu vários locais relacionados a história do Titanic, como: Southampton – de onde ele partiu; Belfast – onde ele foi construído e em Cherbourg – uma das paradas da viagem. “O que mais me interessava era a história dos passageiros e tripulantes. Sabia que eram muito emocionantes, reais e repletas de emoção com momentos tensos e assustadores. Foi isso que mais me atraiu”, pontuou.

Pesquisas – Cinéfilo de mão cheia e com bastante bagagem, Bruno Piola se aventurou tanto na obra que hoje faz parte de uma instituição chamada “Sociedade Histórica Brasileira do Titanic”, com página e comunidade no Facebook. Ele contou com apoio deste grupo que lhe deu respaldo sobre mais aspectos de seu trabalho, de onde conheceu Victor Vila [que inclusive assina o prefácio do livro] em novembro de 2017.

E em todo esse tempo, recebeu incentivo de várias pessoas. Além das viagens internacionais, ele se tornou amigo de vários pesquisadores, alguns renomados e que até emprestam imagens para sua obra-prima. “Sem eles, não conseguiria escrever”, conta. Bruno ainda precisou fazer contato e descobrir descendentes dos passageiros, com os quais conseguiu entrevistas imperdíveis. “Consegui mais informações sobre eles e vou fornecer tudo em primeira mão no meu livro”, disse.

A pesquisa envolveu dias em bibliotecas, muitas leituras de jornais e bancos de dados, inclusive com informações genealógicas.

Lançamento – O autor pretende lançar o livro até final de abril, coincidentemente no mês do naufrágio. Será uma produção independente, ou seja, ele próprio venderá o livro impresso e também no formato de e-book. Vale destacar os créditos do layout da capa e do prefácio para Victor Vila e a ilustração também da capa por Wesley Garcia Perez.

Projeto – Se está imaginando uma história morna sobre os personagens, o francano tira de letra que o intuito principal foi de mostrar pessoas comuns que foram lançadas em uma situação extraordinária, ou seja, não pensem em se deparar na leitura com relatos frios. Essa não foi a ideia, pontuou o autor.  “Tem muita pesquisa e ali tentei mostrar a natureza humana em meio ao naufrágio”, explicou.

Para ele, o livro é “o principal projeto da minha vida, a maior empreitada que enfrentei”. Finalizou: “foi um processo fascinante, aprendi muito sobre todas as coisas, da parte escrita até a história dos tripulantes e as conexões com o Brasil, o qual aprendi muito mais sobre meu País”.