Marly Leite comemora medalha de prata no “Mondial du Fromage” e sucesso de seus alunos queijeiros

queijo

2017 foi o ano que marcou a vida dos produtores rurais de Sacramento (MG), o casal Joel e Marly Leite, pois naquele ano, eles venceram com seu queijo Senzala, o título Super Ouro no concorrido concurso Mondial du Fromage, na França.

Desde então, tanto os produtores e até a Fazenda Caxambu onde são produzidos os queijos, atraíram os holofotes da mídia, dos políticos e do agronegócio nacional. Com esse sucesso, em 2019, eles fizeram bonito novamente.

Voltando ao concurso este ano, Marly deu entrevista ao TOPUAI e destacou mais um resultado para seu currículo. O queijo Rudá – em parceria com a presidente da SerTãoBras, Débora Pereira, conquistou medalha de prata. É isso mesmo. Mais um prêmio para a conterrânea.

Parceria - Sobre a parceria, ela comentou: “Rudá, um queijinho que nasceu de uma conversa entre Débora e eu numa viagem à Itália. Queríamos fazer um queijinho com cara do nosso amor pelo queijo e pelo produtor, daí o formato de coração. Queríamos um nome especial e pedimos  ajuda com o pessoal online, daí o nome Ruda!

Queríamos uma casca aromatizada que lembrasse o Brasil, daí o óleo de pequi! Queríamos um queijo que representasse uma associação, daí  o queijo da SerTãoBras! E eu, queria fazer uma homenagem dedicada a Débora Pereira, daí o seu nome no diploma! Débora, imensa gratidão por tudo, mais uma vez vc prova que união faz a força!!!” (sic)

1

Jurada – E quem entende de queijo, pode julgar outras categorias. Marly foi convidada pela organização do concurso para julgar uma categoria diferente da que estava disputando. “Sensação de muita responsabilidade e de estar sendo respeitada pelo mundo queijeiro. É um julgamento à cega onde se avalia as qualidades de um queijo, implica seu conhecimento sensorial”, explica.

Novo título – O queijo Rudá traz para o Brasil a medalha de prata. E com certeza, merece comemoração. “Emocionante, só de estar participando. Já é um ganho e ainda levar prata numa inovação, é gratificante”, destacou.

Questionada sobre os critérios do julgamento, ela explica que não deu o título “ouro” para esse queijo, “porque o óleo de pequi é volátil e tivemos que colocá-lo dois dias antes”.

Aprendizado e resultados - A produtora, além de comercializar seus queijos, oferece curso prático de cinco dias em sua fazenda. Normalmente um aluno por curso. E não é que este aprendizado rendeu lá na França? Isso. Dois de seus alunos – Carol (Queijo Craveiro) e Hélder Falcão Aragão (Queijo Falcão – massa crua) levaram suas produções e conquistaram prata e bronze. “Nem acredito que até meus alunos foram premiados”, pontua.

Próximo evento – E esses produtores conceituados não param. Vem aí o concurso mundial em Araxá. “Lá iremos apresentar a maturação Senzala, que é o projeto de maturar queijos de outros fabricantes”, disse.

Outros resultados – De acordo com o portal FAEMG, os produtores mineiros conquistaram 51 medalhas no Concurso Mundial de Queijos, disputado essa semana em Tours, na França. Os queijos do estado faturaram 3 Superouros, 4 Ouros, 20 Pratas e 22 Bronzes.

Outros cinco queijos brasileiros também foram premiados no Mondial du Fromage este ano.

As 56 medalhas conquistadas mostram que o país está conquistando espaço na disputa, que é bianual.

- Em 2015, o Brasil conquistou apenas uma medalha, de prata.

- Em 2017, foram 12 medalhas (1 superouro, 1 ouro, 7 pratas e 3 bronzes).

SUPEROURO - Os 3 superouros de Minas: Santuário do Mergulhão (Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra - curado), Queijo do Ivair (Queijo Minas Artesanal da Serra da Canastra) e Vale da Gurita (idem).