Diretor do SAAE reconhece responsabilidade pela infestação de pernilongos e pede colaboração da população

pernilongos

Mesmo ainda sendo inverno, moradores de Sacramento (MG) continuam reclamando da infestação de pernilongos que vem tumultuando a cidade. De acordo com o educador em saúde, Bergson Evangelista dos Santos, de fato, a infestação é realidade e os mosquitos da espécie culex – conhecidos por pernilongos, já incomodam boa parte da cidade, principalmente os bairros: Cajuru, João XXIII, Cohab, Cervato IV, Alto Estação, Maria Rosa, Morada do Sol, Júlia Mateus Terra e outros.

A principal causa desta infestação, confirmada pelo próprio servidor da prefeitura, bem como do diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) – Osny Zago, é proveniente das aglomerações de plantas aquáticas e lodo nas lagoas da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), localizada na rodovia Antenor Duarte Vilela, próximo ao bairro Cajuru.

“Como demoraram para retirar isto, criou-se um ambiente ideal para a multiplicação deste mosquito, sendo que o repelente ainda é a melhor barreira para evitar este desconforto, já que o tempo de vida deles são de 35 dias”, explicou Bergson.

O assunto repercutiu tanto nas redes sociais como nas ruas e inclusive em reuniões das unidades básicas de saúde. Por isso, o TOPUAI conversou por telefone com o diretor da autarquia [que está em viagem à Belo Horizonte] e explicou o procedimento que está sendo realizado para diminuir a infestação.

“Assumimos que uma boa parte disso é de responsabilidade lá da ETE, mas outras partes vêm das ruas, dos terrenos com lixo e principalmente daquele córrego que fica na ponte da divisa do bairro Cajuru com a rodovia, próximo à estação. Lá tem pouca água e muito lixo. Diante desta situação, fizemos limpeza por três dias nas lagoas, inclusive no último sábado levamos mais uma equipe pra lá. A lagoa ficou quase 100% limpa, a outra parte, uma máquina da prefeitura irá retirar nesta próxima sexta-feira”, pontuou.

Osny ressalta que mesmo com o serviço da limpeza, o problema não é sanado imediatamente. “Isso não quer dizer que fazemos o serviço hoje e o problema já está resolvido. Não é assim. Temos que nos atentar que estes mosquitos já reproduziram e não acabam de uma hora para outra. A vida deles é de 35 dias, mas já vai diminuindo com estas limpezas”, destaca.

Limpeza da ETE – o procedimento de limpeza se deu com a retirada do lodo e das plantas das lagoas da ETE. O local foi pulverizado com inseticida, mas uma máquina escavadeira concluirá o trabalho com a retirada das mantas destas plantas maiores, que ficam na parte central da lagoa. “Portanto, a infestação vai começar a diminuir a medida que o tempo de vida do pernilongo chegar ao fim. Recomendamos o uso de repelentes de tomada e líquido, com as residências fechadas. Sugerimos que sejam colocados dois repelentes em dois cômodos da casa, daí se comprova a eficiência do produto”, recomendou Bergson.

Para Bergson, “informar a população sobre estes problemas é importantíssimo, porque assim eles nos ajudam, participando do processo preventivo”, finaliza.