Escola ‘Afonso Pena’ otimiza resultados de frequência pelo WhatsApp dos pais de alunos

frequencia de alunos

As escolas de Minas Gerais têm trabalhado forte para reverter um quadro que vinha se agravando nos últimos anos: o da evasão escolar. De acordo com o Censo Escolar 2018, 82 mil estudantes da rede estadual de ensino abandonaram os estudos durante o ano – cerca de 75% deles são do ensino médio. A reportagem do TOPUAI descobriu esta semana que na Escola Estadual Dr. Afonso Pena Jr. uma medida foi tomada e já está trazendo resultados positivos pela frequência de seus alunos: o WhatsApp da escola interagindo com os pais e responsáveis.

Trazer o aluno infrequente à sala de aula e dar aos pais à ciência de que o filho realmente está indo para a escola, são alguns dos objetivos que a diretora do “Afonso Pena”, Tânia Moreno, explicou nesta matéria.

“O início deste trabalho intensivo de acompanhamento da frequência teve início no dia 10 de julho. Em junho, a média de faltas chegava a 40 alunos por mês, ou 8 em média por dia. Agora no reinício das aulas, em agosto, a média caiu para 26/mês, ou 5/dia por dia. Isso quer dizer que em 80% das salas reduzimos as faltas em 30% comparando junho com agosto”, ressalta.

Através do aplicativo do celular – WhatsApp – número 3351-4485, a escola interage com o responsável do aluno e recebe o feedback de que os pais estão cientes da sua falta ou até para eles justificarem os motivos do não-comparecimento.

De acordo com Tânia, quatro salas ainda precisam de um trabalho mais intensivo. “As salas que possuem Educação Integral tinham a média de 31 faltas em junho; em agosto caiu para duas faltas”, conta.

O benefício deste controle de frequência alcança resultados até na merenda escolar. “Antes tinha até sobra da alimentação que era descartada. Hoje não aumentou nossos gastos e temos 94% dos alunos presentes diariamente”, explicou.

Durante às segundas-feiras, geralmente comprovam-se o maior índice de faltas. Por exemplo, em junho registrava 70 faltas, no início de agosto caiu para 29. “Tivemos um grande avanço. As famílias precisam manter o número do WhatsApp atualizado, serem parceiras da escola e cumpridora de seus deveres para que nosso trabalho tenha sucesso”, destacou.

É válido ressaltar, que de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (Artigo 56, inciso II da Lei 8.069), é dever dos pais ou responsáveis acompanhar a frequência dos filhos na escola.

A reportagem também procurou o Conselho Tutelar para explicar onde que o órgão atua no caso da evasão escolar. A explicação dada pela conselheira Lidiane é de que: “esgotado todos os recursos necessários e cabíveis à escola, a instituição após três faltas consecutivas ou número elevado de faltas alternadas, aciona o Conselho Tutelar, onde na sede os pais e responsáveis são orientados e advertidos, caso a situação persista, o órgão os representa ao Ministério Público, pois caracteriza evasão escolar, o que se torna o caso mais sério, cabendo processo aos responsáveis por Abandono Intelectual”.

A escola mencionada nesta reportagem atende cerca de 470 alunos do Ensino Fundamental.