Manifestantes fazem ato em apoio a greve dos caminhoneiros

Greve

Na manhã desta segunda-feira (28) alguns moradores em Sacramento se depararam com açougue fechado, falta de produtos nas gôndolas de supermercados, enfim, não é somente o país que parou com a greve dos caminhoneiros, assim como o município.

Por isso, no 6º dia da greve dos caminhoneiros nas entradas da cidade, um movimento popular tomou as ruas por volta das 16h30. O comércio fechou as portas e aos poucos foram chegando várias pessoas na Praça da Basílica para participarem de mais um ato em apoio ao protesto dos caminhoneiros e dos produtores rurais.

Aproximadamente 30 máquinas agrícolas participaram da carreata-passeata até o trevo do bairro Santo Antônio. Bandeiras do Brasil viraram uniformes dos manifestantes. Apitos e gritos davam apoio ao movimento da classe grevista.

O Sindicato dos Produtores Rurais mobilizou vários tratoristas e o convite foi acatado. A junção de várias categorias aderiu ao protesto que acabou levando um grande número de manifestantes às ruas.

Usando o microfone, o produtor rural Carlos Tercílio foi um dos que deixou sua mensagem de apoio ao movimento: “essa luta não é por nós de Sacramento, nem por nós produtores, é para um Brasil melhor. Espero que a população entenda a necessidade de que todos devem participar do desenvolvimento do país... não dá mais para tolerar tudo isso, para trabalhar, onde só tem gente que tira e poucos que colocam. Desculpem o desabafo, mas não dá para ficar jogando produto fora. Hoje é leite, amanhã é soja, depois é milho, frango, cenoura, batata, não dá mais”.

O secretário de governo da Prefeitura de Sacramento, Carlos Rodrigues – Bananal, comentou a nossa reportagem que será publicado um decreto onde o município estaria em situação de emergência devido o reflexo causado pela greve dos caminhoneiros. Uma das garantias é de que as escolas e creches municipais haverá aula até esta quarta-feira (30); na mesma condição, estão os serviços da área de saúde com atendimento fora de Sacramento. No final da passeata, especulava-se que os perueiros do transporte escolar também iriam aderir à greve pela falta de combustível na cidade.

Até o fechamento desta matéria, a prefeitura não emitiu nenhuma nota e nem publicação em sua página do Facebook, sobre o decreto do prefeito.

* Redação/Daniel Afonso