Casal de Sacramento serão árbitros na II Copa Sudamericana de Tiro Esportivo

Tiro esportivo

Há 17 anos o casal Oswaldo Vasquez Bruno e Sueli Alves Moreira reside em Sacramento (MG) e talvez poucos soubessem que eles são admiradores e atletas do tiro esportivo.

Na região, um dos clubes de treinamentos mais frequentados fica na cidade de Delta, no espaço do Country Clube, onde reúnem atletas de Sacramento, Ribeirão Preto, Ituverava, Uberlândia, Uberaba e outras.

Oswaldo é praticante da modalidade esportiva há 25 anos, enquanto Sueli tem apenas 2 anos. Ele, como atirador profissional, possui o CR - o registro profissional que demanda do teste psicotécnico, e desde então, treina a modalidade fossa olímpica. Ela, também é praticante da mesma modalidade, mas ainda não se tornou atleta profissional, apenas está com o curso em dia de arbitragem nacional e internacional.

E com este currículo, o casal vem galgando cada vez mais exposição e principalmente recebendo convites para torneios nacionais e internacionais, como por exemplo, ele foi árbitro nas Olimpíadas do Rio em 2016, já competiu na Copa do Mundo de Tiro (também no RJ), e recentemente participou da 6ª etapa do Campeonato Brasileiro em São Paulo (SP), onde estiveram mais de 100 atletas.

Agora o mais novo desafio do casal vai ser encarar a convite do diretor-técnico da Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE), Eduardo Oliveira, a arbitragem da II Copa Sudamericana de Tiro Esportivo e Grand Prix “General de Divisão Décio dos Santos Brasil”, que será realizada de 31 de agosto a 11 de setembro, no Rio de Janeiro.

Para Oswaldo (foto abaixo) cada campeonato é um desafio, porém ele tem 17 anos de treinamento na fossa olímpica, conta ele – que começou a se apaixonar pelo esporte quando ainda residia em Campo Grande (MS). Sueli, mesmo novata e como árbitra, conta que desde os seus 15 anos vive no ambiente de profissionais do tiro, devido o irmão ser um praticante do esporte, mas ainda espera sua oportunidade de se tornar uma atleta e disputar campeonatos.

 

tiro

 

Com provas que demoram certo período do dia e também ao ar livre, é preciso muita resistência dos atletas. Para isso, o casal treina diariamente, pois acreditam que a preparação física e a psicológica, são essenciais e os principais diferenciais para competirem.

Sobre o investimento no esporte, eles garantem que é um valor alto principalmente no início e com a validação do CR a cada 3 anos; em relação à aquisição de armas, declaram que as nacionais não perdem tanto para as italianas e outras do mercado internacional.

Para participar de campeonatos e torneios país afora, os atletas demandam de patrocínio, mesmo sendo como arbitragem, a CBTE paga os valores necessários para cada convidado, porém como atleta, eles contam com o apoio de recursos financeiros da academia sacramentana WMX.

Ainda sobre o assunto: Como esporte, o tiro se misturou muito com a prática militar, que pode ser considerada a origem da modalidade. O tiro esportivo esteve presente nos Jogos Olímpicos desde a primeira edição, em 1896, em Atenas. Até 1964, em Tóquio, somente os homens participavam. As primeiras mulheres competiram no México, em1968, nas provas junto com os homens; as primeiras disputas exclusivamente femininas ocorrem em Los Angeles, em 1984.