Pelo 4º ano, Caravana traz presentes para a garotada do “Afonso Pena”

caravana espírita

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Quinze de novembro é feriado nacional e são daqueles dias que muita gente tira para passear, curtir uma praia ou um rancho, ou até mesmo descansar. Para os alunos da Escola Estadual de Tempo Integral Dr. Afonso Pena Jr., ontem (15/11) foi dia de solidariedade e muito amor, envolvendo pais, professores, servidores e a diretora Tânia Moreno.

A escola recebeu durante a manhã, pelo quarto ano consecutivo, a Caravana Augusto Cezar Netto, para distribuir muitos presentes para a garotada. Os caravaneiros foram recepcionados na entrada da escola com um corredor de alunos fantasiados de borboletas.

Dentro da quadra, os pais presentes, juntamente com os integrantes da caravana e a coordenadora Maria Aparecida Câmara – Cida – assistiram um show de música com o coral da escola, cantando várias canções como: “Saudades de Tia Heigorina” e “A água do mar levou”, ambas são de autoria da diretora Tânia Moreno; e ainda: “Folha de Malva”, Iolanda e outras.

A professora de artes Juliana Cintra entregou à Cida um quadro da caravana revertido com várias conchas. Os professores de música Rafael e Rick Teodoro, juntamente com os alunos do coral entoaram a música “Peixinhos no mar” com a percussão corporal. Cada integrante da caravana recebeu uma folha de malva como agradecimento.

Ao final, Cida e cada caravaneiro, acompanhado dos professores, se dirigiram até às salas de aulas para entregar os sacos de presentes, que continham dentre deles: roupas, calçados, brinquedos, kits de higiene pessoal e guloseimas como caixas de bombons.

Além da emoção e euforia por causa dos presentes, os alunos foram buscados dentro das salas de aula por seus respectivos pais. E obviamente, rolou muito abraço entre todos os envolvidos neste dia; como bem disse a diretora Tânia, antes de concluir mais esta edição da caravana e dizer até a próxima: “a saudade agora é uma oração de esperança. E a esperança é um caminho de amor”.

Como surgiu a caravana no ‘Afonso Pena’

Durante a apresentação dos alunos no palco, a diretora contou um pouco de como tudo isso começou: “em meados de 2014, conheci o trabalho que várias caravanas espíritas faziam em Sacramento. Procurei avidamente conhecer alguém que pudesse presentear os nossos alunos. Após o primeiro contato com uma dirigente de uma dessas caravanas, o sonho parecia que ia se tornar realidade. Porém, poucos dias depois, a senhora responsável nos ligou e informou que não trabalharia por nossos alunos”...

Neste dia, Tânia estava triste e foi participar de um culto na chácara Triângulo e contou o caso para Tia Nizinha, que disse: “Tio Eurípedes colocará outra pessoa em seu caminho”. Para ela, a sua fé não era tão firme como a dela. Neste mesmo dia, ela conheceu Cida, que dentre as caravanas de São Paulo e Mato Grosso, se entusiasmou com sua filha [na época com 4 anos] cantando no coral e foi lhe parabenizar. Daí começou a grande história de amor e caridade.

Sonho de Cida – ela se propôs a ajudar a escola. Em um primeiro momento, Cida achou que Tânia era diretora de uma escola filantrópica e quando soube que não era, ligou dizendo que já tinha compromisso com outra escola. “Novamente vi os meus sonhos despedaçados. Porém, nesta época minha fé já era mais sólida e deixei nas mãos de Tio Eurípedes a conclusão de tudo. Na noite seguinte, Cida teve um sonho e viu a frente de nosso Grupo Escolar, quando veio me perguntar se realmente tinha esse nome mesmo. Fui até a frente da escola e fotografei. Tamanha foi sua surpresa ao ver a foto. ‘Foi com essa escola que eu sonhei’, disse Cida muito emocionada. Já decidi, vou trabalhar para seus alunos”, revelou Tânia explicando como tudo aconteceu...

Augusto – filho de Iolanda. Em fevereiro de 1968, o telefone dela tocou. Preocupada em preparar o almoço neste dia, que participaria suas filhas e o genro, ela não deu atenção ao telefonema que lhe iria mudar radicalmente o curso da vida nos anos seguintes.

Foi nesta data, que Augusto partiu para a Praia Grande com o intuito de voltar para o almoço. “Alto, forte, atleta de formação, habituado aos exaustivos exercícios físicos, comedido, jamais se suporia, que afogado nas águas daquela praia, iria deixar o nosso mundo em viagem para a Vida Espiritual, transpondo as gélidas barreiras da morte. Augusto em um dos seus pedidos, deixou um especial a sua mãe. Que ela trabalhasse com as crianças, ‘as crianças de Sacramento’”. E assim Cida continuou a missão da mãe de Augusto, logo que ela também faleceu. Cida era amiga de Iolanda.