Frio movimenta o comércio de Sacramento

Inverno

Esta semana nossa reportagem procurou algumas empresas da cidade para apuração das vendas da estação Inverno, que inclusive começou oficialmente na última quarta-feira (21). É de se destacar que diante da crise financeira que o país enfrenta a melhora no comércio acontece em virtude dos pagamentos fixos dos consumidores como taxas do IPVA, IPTU e materiais escolares dos filhos, destas já vencidas e/ou quitadas, ou até mesmo, prestações adquiridas no início do ano.

Já em relação ao clima, a temperatura vem caindo desde o mês passado e esta semana está ainda mais frio. Para a empresária Sandra Manzan Carvalho, as vendas começaram a melhorar somente agora. “Os clientes não estavam acreditando no inverno deste ano e agora estão percebendo que veio com tudo”, comentou.

Juliana Gomes é dona de uma loja de roupas tradicionais em Sacramento. Ela ressaltou que as vendas somente acontecem se a pessoa realmente sentir frio na época. “Elas deixam tudo para última hora. Se não faz frio, a gente não vende, mas tem que ter mercadoria sempre”, explicou.

Outra empresária que aposta no inverno é Ilke Prado. Para ela, no inverno as pessoas saem menos de casa até mesmo porque na cidade tem poucos eventos, mas acredita que a opção de compra do consumidor é para uma peça de frio que ela vai utilizar não somente no inverno como também em outras estações. “As pessoas esperam cair mesmo a temperatura e aparecem desesperados na loja, só que o diferencial é que elas procuram algo que não seja utilizado somente nesta estação e sim que podem ser utilizadas outras ocasiões”, destacou.

Jane Santana possui uma loja de roupas infantis e explica que as vendas estão boas para a ocasião, porém para este mercado as vendas acontecem especialmente na estação. “A coleção chega em Março, mas a procura não pode ser tão antecipada porque depende muito do consumidor que compra no momento certo do crescimento da criança, por isso vendo da numeração 0 a 18; a estação mesmo passa muito rápida e a criança pequena perde muita roupa”, explicou.

Mais uma empresária comentou o mercado para a estação e desta vez quem conversou com a reportagem foi à empresária Gabriela Araújo. “Quando temos troca de coleção as pessoas que são mais antenadas a moda já adquirem as peças que vão estourar na estação, mas sem dúvidas as vendas elevam quando as quedas de temperatura são mais significativas”. Para ela o cliente está cada vez mais exigente e seletivo, ou seja, as vendas acontecem tanto para ocasiões sociais como para o dia-a-dia.  Ela também compartilha as mesmas experiências com as demais empresárias entrevistadas: “vende-se mais para o dia-a-dia, mas as roupas não são básicas, são usadas também no social”.

As peças mais consumidas, segundo o comércio local são: suéteres, jaquetas, cardigan, coletes, gorros, blusas de mangas compridas e moletons.