Novo ato pela Cemig será nesta sexta-feira na Usina de Jaguara

O 1° secretário da ALMG e coordenador do ato, deputado Rogério Correia (PT)

Além de protesto em Jaguara, seminário na OAB e ações populares na Justiça também pretendem impedir leilão de usinas.

Na sequência das mobilizações que a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) tem feito em defesa da Cemig, a Comissão de Minas e Energia visita a Usina de Jaguara, nesta sexta-feira (15) em Sacramento. O evento foi solicitado pelos deputados Rogério Correia (PT) e Bosco (PTdoB) e acontecerá às 14 horas.

Localizada na rodovia MG-428, km 102, a Usina de Jaguara será palco de mais um ato político da Frente Mineira em Defesa da Cemig, contrária ao leilão das usinas controladas pela empresa. Para o evento, estão sendo convidados, entre outros, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel; o diretor-presidente da Cemig, Bernardo Alvarenga; além de representantes do Ministério Público, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), lideranças sindicais e empresariais.

Foi realizada nesta terça-feira (12) uma reunião de emergência da Frente Mineira que acertaram novas medidas adotadas contra o leilão. Entre elas, está a mobilização de entidades em ações populares na Justiça contra o leilão e a atuação do Ministério Público (MP) por meio de ações civis públicas movidas junto às varas federais no Estado.

Segundo o coordenador da frente, o primeiro secretário da ALMG, Rogério Correia, o intuito do MP é defender o consumidor contra possíveis prejuízos com o leilão. "Teremos uma guerrilha jurídica", ressaltou.

A reunião de emergência, realizada na sede da Cemig, em Belo Horizonte, foi convocada em função de decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) suspendendo qualquer negociação entre a União e a empresa. "É algo absurdo não permitir sequer que a Cemig possa negociar", indagou o coordenador.

Além do ato de protesto agendado em Jaguara foi anunciado um seminário jurídico na próxima segunda-feira (18), às 9 horas, para avaliar outras medidas visando à impugnação do leilão. O evento será na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG).

Usinas no Triângulo respondem por 50% da energia da Cemig

Deputado alerta para prejuízos para os consumidores

Sobre a notícia que se espalhou na manhã desta terça (12) do interesse da Companhia do Vale do Rio Doce em se associar à Cemig para viabilizar a participação da estatal mineira no leilão, o deputado Rogério também comentou: “essa hipótese não é considerada no momento, pois o que se quer agora é que o leilão não seja realizado".

O parlamentar voltou a frisar que o leilão das quatro usinas em questão levaria a Cemig a perder 50% de sua atual capacidade de geração de energia. Os impactos, disse, serão negativos não só para a empresa, mas consequentemente também para as finanças do Estado e para os consumidores mineiros.

O deputado também reiterou que as contas de luz podem dobrar de valor, uma vez que os novos concessionários recuperariam o investimento por meio de tarifas mais altas. O governo federal espera arrecadar pelo menos R$ 11 bilhões com o leilão das quatro usinas. "Isso com a justificativa de abater um déficit do orçamento de R$ 159 bilhões", criticou.

Desta reunião, participaram ainda, os deputados Geraldo Pimenta e Celinho do Sinttrocel, ambos do PCdoB, além de dirigentes da Cemig, representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT-MG), da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), do Ministério Público, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), entre outras entidades e sindicatos.