Osny Zago explica detalhes da falta d'água em Sacramento

Osny Zago

Como já é sabido pelo leitor do Top Uai devido a matérias anteriores, sempre que há um grande volume de chuvas, a alta turbidez da água do Córrego dos Pintos impossibilita o tratamento e a distribuição fica comprometida.

Para nos explicar melhor sobre esse fenômeno e as particularidades do que vem acontecendo nos últimos dias com a água dos sacramentanos, procuramos os Secretário do SAAE Osny Zago, que nos atendeu prontamente.

Ele nos explicou que na “parte mais alta” do Córrego do Pintos, na Região da Samambaia, existem algumas lavouras de batata. Uma delas, em especial, é plantada em região de desnível. Os temporais que caíram sobre aquela área fizeram com que a enxurrada carreasse um volume extraordinário de terra para o leito do córrego. “Na sexta-feira (29/11) a água começou a sujar e chegou a 2000 de turbidez no sábado e domingo. Na segunda ela caiu um pouco: 400. Hoje ela está em 150 mas não está baixando” disse o secretário. “Só para se ter uma ideia, a água que compramos no supermercado tem turbidez menor que 1”.

Osny diz que, se não chover mais, o abastecimento pode voltar à normalidade já amanhã. Mas pelos dados metereológicos que ele mesmo teve acesso, parece que vem muita chuva para a região nos próximos dias. “Não dá pra fazer uma previsão”, diz ele explicando que a colheita da batata, que tem revolvido o solo, pode fazer com que qualquer volume um pouco maior de chuvas, carreie mais terra para dentro do córrego.

Além disso, no sábado, em outra região no entorno do Córrego dos Pintos, choveu aproximadamente 95 mm. Nas Palavras dele: “o que era para chover em um mês, choveu em 2 horas”. Esse grande volume d’água formou enchentes que passaram por cima de várias represas, suspendendo a lama escura e fétida do fundo delas. Todo esse material orgânico em decomposição juntou-se no leito do córrego à terra proveniente da batata, porém, no momento em que passou pela captação a estação já estava parada. “Tão logo isso passou, a estação ainda permaneceu parada por mais 12h porque a água não tinha condição de ser tratada”. “Hoje a água não tem mau cheiro, nem risco nenhum de contaminação.”

Por fim, Osny garantiu que a água que passa pelo sistema de tratamento é toda filtrada e desinfetada estando própria inclusive para beber, no entanto “a gente recomenda que filtre porque pode haver algum vazamento na rede”, “mas o cloro que a gente adiciona lá na estação tende a zerar todo tipo de bactéria, fungo e demais microorganismos”

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