Crianças e adolescentes e o desenvolvimento da inteligência emocional

Por: Coletivo de Psicólogos (as) de Sacramento.

Estabelecer limites e regras na rotina das crianças e adolescentes tem sido uma tarefa árdua e difícil atualmente. A moderna cultura por vezes é permissiva, e as crianças nem sempre precisam esforçar para conseguirem o que querem se tornando fragilizados emocionalmente.

A partir da dificuldade dos pais em estabelecer limites, regras e equilibrar com afetividade, expressão de carinho, amor e respeito, tem ressoado nos filhos sérias dificuldades em tolerar frustrações, adiar o desejo imediato, controlar as emoções para obterem comportamentos assertivos em determinados momentos, bem como ter paciência para esperar e calma para administrar simples conflitos individuais e com outras pessoas.

As crianças conseguem resolver problemas de matemática, conseguem adequar regras gramaticais, porém um simples problema emocional ou de comportamento não se sentem encorajadas a resolver. Da mesma forma que os ensinamos a serem “inteligentes” para passar em um vestibular, precisamos educá-los e ajudá-los a administrar as emoções e conseguirem desenvolver comportamentos assertivos, melhorando a inteligência emocional e a saúde mental.

Várias pesquisas recentes mostram que diversos transtornos de humor (psicopatologias) como Depressão e Transtorno de Ansiedade podem ocorrer devido as necessidades básicas infantis de amor, afeto, limites, segurança, proteção, aceitação incondicional, respeito às diferenças e vínculos seguros não satisfeitos pelos pais ou figuras importantes na vida das crianças.

Regras e limites são formas de organizar o pensamento, a estrutura emocional e autonomia. Crianças que manifestam comportamentos de desobediência, birras, podem muitas das vezes manifestar aos pais o desejo de regras e limites, pois estas são formas de proteção. Se eu amo, logo eu protejo, cuido e o ajudo a compreender que nem todo os desejos podem ser satisfeitos imediatamente e a qualquer custo.

As crianças e os adolescentes precisam ser frustrados. A frustração ajuda a crescer e a entender que é preciso ter calma, saber esperar e superar os momentos difíceis. Aprender a lidar com essas questões é maturidade e inteligência emocional, e isso tudo pode ser aprendido na relação com os pais ou educadores.

Fica a dica: afetividade, equilíbrio nas regras e limites são caminhos saudáveis e importante! O EXCESSO de regras e limites prejudica tanto quanto a falta. Ambos podem gerar vários prejuízos e até graves transtornos psicológicos e psiquiátricos.

O equilíbrio é a chave do sucesso e o diálogo é a porta aberta para os vínculos sadios.

Desfrute de momentos bons com as crianças e adolescentes. Brinque bastante com eles, conversem sobre os sentimentos, conte a eles suas estórias de vida, encoraje, elogie e acredite no potencial deles. Sempre valorize o que dão conta de fazer e encoraje o que ainda não conseguem. Nunca desvalorize o que trazem de emoções e sentimentos. Olhar para dentro de nós e resgatar nossa criança interior, ajuda a curar os traumas para não os repassar adiante.

*Este texto foi elaborado pelo coletivo de psicólogos da cidade Sacramento – MG, como parte das ações realizadas em comemoração ao Dia 27 de Agosto - Dia do Psicólogo. Na oportunidade agradecemos os parceiros Café Amuba, Clóvis Debroi Paisagismo, Jornal o Estado do Triângulo, Queijos Scala, Rádio Jaguara FM, Rádio Sacramento – FM, Supermercado Maísa e Jornal Online TOP UAI que apoiaram e patrocinaram a realização dessas atividades.