Pesquisa sobre tolerância à brusone será apresentada em Dia de Campo

Campo

 “Brusone do Trigo” será a palestra apresentada pelo pesquisador da Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais), Maurício Coelho, durante o Dia de Campo “Trigo irrigado: alternativa para o cerrado”, amanhã (10), em Iraí de Minas. Na oportunidade ele vai apresentar resultados da pesquisa para o controle da doença do trigo, denominada brusone. Esta doença pode acabar com uma lavoura inteira.

O pesquisador informa que altas temperaturas associadas à alta umidade na folha do trigo são fatores favoráveis ao desenvolvimento da doença. Para ele, uma alternativa é trabalhar com seleção de materiais tolerantes à seca e fazer o plantio no final do período das chuvas, a partir de meados de março, quando as temperaturas já estão mais baixas, fator climático que desfavorece o fungo causador da doença. Outra opção, caso o plantio tenha que ocorrer mais cedo, é trabalhar com material tolerante à doença.

O Triângulo Mineiro é uma das regiões em que a cultura do trigo avança. Outras regiões são o Alto Paranaíba e Noroeste de Minas. E para dar suporte técnico aos triticultores, experimentos de vários projetos de pesquisa, que visam ao desenvolvimento de cultivares de trigo sequeiro para o Cerrado, estão sendo conduzidos no Campo Experimental Sertãozinho de Patos de Minas, pela Epamig, em parceria com a Embrapa Trigo (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

 A Epamig já lançou no mercado a cultivar Brilhante. Além de cultivares mais produtivas, os pesquisadores querem identificar as mais tolerantes às doenças e resistentes à seca. Maurício informa que atualmente, diversas linhagens estão sendo avaliadas nas fases finais do desenvolvimento de novas cultivares, pela empresa e pela Embrapa, visando maior tolerância à seca e à brusone.

 Avanço - O avanço das pesquisas também demonstra que a rotação com esta cultura traz, não só vantagens diretas obtidas com a venda do grão, mas também possibilita vantagens indiretas por meio da palha residual do trigo. Segundo o pesquisador, o custo de produção da cultura de verão diminui, pois normalmente não há necessidade de aplicar herbicida dessecante para implantação, ocorrendo redução com aplicação de fungicidas para controlar doenças. Ele acrescenta ainda que isso ocorre porque a palha residual do trigo na lavoura é bem resistente e demora a se decompor, proporcionando manutenção da umidade por um período mais prolongado, reduz o potencial de multiplicação de algumas doenças das culturas de verão e promove proteção do solo formando uma barreira física que impede a germinação de sementes das plantas invasoras.

Onde - O Dia de Campo acontece na fazenda Nova Querência, a partir das 14:30. Haverá, ainda, palestras sobre novas cultivares da Embrapa, qualidade e comercialização do trigo. 

 

 

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