Queijos produzidos com leite de Zebu conquistam prêmio internacional

queijo

Os queijos produzidos com leite de Zebu levaram para casa 5 estatuetas de um dos principais concursos de queijos do mundo, o Mondial du Fromage de Tours, disputado essa semana e realizado bienalmente na França. O concurso que terminou hoje (03) avaliou queijos de 15 países, os queijos brasileiros levaram um super ouro, uma prata e três medalhas de bronze. O julgamento sensorial avaliou os atributos aparência, sabor e textura.

O queijo que conquistou o super ouro foi o Pardinho Cuesta. Produzido na Fazenda Santanna, com leite de vaca da raça Gir, é maturado sobre madeiras em caves subterrâneas durante 1 ano e meio, a massa contém cristais e sabor que remete a avelã, nozes e caramelo, com um leve toque salgado no final. O produtor também levou para casa a medalha de prata com o queijo Mandala.

O queijo Serra do Pico, vencedor da medalha de bronze é fabricado na Fazenda Carnaúba, em Taperoá na Paraíba. Feito com leite de vacas das raças Guzerá e Sindi, é maturado durante 60 dias. Ele foi criado pelos primos Ariano Suassuna e Manuelito Dantas, para valorizar a cultura brasileira.

Entre os queijos premiados na competição está o Curupira, feito com leite de vacas das raças Gir e Guzerá, produzido pelo criador Túlio Madureira com leite 100% Zebu. O queijo que é maturado durante 6 meses, é macio, tem gosto picante e amendoado.

A cidade Mineira de Datas, região de Diamantina também abriga um queijo premiado. O queijo Datas Guzerá, fabricado por Richard Santos, ganhou uma das medalhas de bronze. O queijo que é produzido com leite da raça Guzerá é feito de modo artesanal a partir de leite cru e é curado na própria fazenda. Com uma maturação jovem a partir de 30 dias, a textura é bem macia, lembrando um queijo meia cura. Mais maturado, ele revela sabores mais intensos.

As premiações e o crescimento da produção de queijos a partir de leite zebuíno demonstram o valor e a qualidade de um produto que ainda tem muito a mostrar no mercado. Pensando nisso, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu – ABCZ lançou durante a 85ª ExpoZebu o selo Leite de Zebu. A chancela tem como objetivo valorizar todos os produtos oriundos do Zebu. “O selo vai agregar valor de mercado, propiciando uma rentabilidade maior para o produtor. É uma conquista, valorizando o que a gente faz no dia a dia nas nossas fazendas”, explica Eduardo Falcão.

Para que o produtor tenha acesso ao selo, é preciso que ele se enquadre em algumas regras, entre elas desenvolver o controle leiteiro, estar inscrito no PMGZ Leite Max e em algum órgão municipal, estadual ou federal, além de ter 100% das matrizes zebuínas registradas na ABCZ.