Fundação Cultural recebe gravações de documentário do Iepha-MG

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A Fundação Cultural de Uberaba abriu as portas ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), que chegou na cidade segunda-feira (9) e permanece até esta quinta (12). O Instituto está captando dados para a pesquisa "Violas: o fazer e o tocar em Minas". Sua finalidade é pesquisar, proteger e promover os patrimônios culturais históricos, naturais e científicos, materiais ou imateriais, do Estado, entre eles a viola.

Ana Paula Lessa Beloni, analista de patrimônio, formada em ciências sociais, explica que o objetivo principal é mapear os fazedores e tocadores de viola pelo estado de Minas Gerais. O cadastro é, principalmente, feito online na plataforma do site do Iepha.

De acordo com a historiada do Setor Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural (Sempac), Cida Manzan, foram filmadas, nos espaços da Fundação Cultural, duas catiras, que são movidas a base da viola. Também foram captadas imagens dos violeiros, que são luthiers, nome dado aos construtores de instrumentos de cordas.  

A pesquisa busca levantar as características e diversidades regionais relacionadas, tanto à produção, quanto à atividade de tocar a viola. Além de compreender as relações que esse instrumento estabelece, tanto com os indivíduos, quanto com os grupos sociais onde está inserido. A viola está presente em todo estado e está ligada a práticas religiosas como folia, congada e catira. "Esse instrumento é um dos elementos estruturantes da cultura mineira e um dos principais porta-vozes do mundo rural, caipira e sertanejo", pontua Ana Paula.

Uberaba é reconhecida historicamente por ser o município com maior número de Folias de Reis e é o ponto forte do nascimento da catira, descendente de Manuel Rodrigues. O amor pela viola é passado de geração para geração e no geral os conhecimentos são transmitidos de maneira oral. O Iepha já passou por municípios do norte de Minas Gerais, pela região metropolitana e agora Triângulo Mineiro. A pesquisa deverá ser finalizada em maio, para que a viola possa ser tombada como patrimônio histórico imaterial do estado.

* Comunicação PMU/FCU