Piau recebe Embrapa Trigo sobre apoio para aumentar a produção do cereal no cerrado mineiro

Embrapa

Atualmente, 60% do trigo consumido no Brasil é importado da Argentina, Rússia, Canadá e Estados Unidos 

Prefeito Paulo Piau recebeu nesta quarta-feira (05) o chefe geral da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Trigo, Osvaldo Vasconcellos Vieira, e o chefe adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski, para discutirem a intensificação dos esforços em aumentar a produção do cereal na região do cerrado. O prefeito ainda recebeu um convite para o Workshop Trigo Tropical, que acontece nesta quinta, dia 06, oportunidade em que será feita a entrega solene de equipamentos para expansão das pesquisas realizadas pela Embrapa. O recurso para a compra, de aproximadamente R$1 milhão, foi liberado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) por emenda parlamentar. 

O vice-prefeito João Gilberto Ripposati e o secretario de Desenvolvimento do Agronegócio Luiz Carlos Saad participaram da reunião, que apontou as oportunidades e estratégias necessárias para substituir o trigo importado pelo produto local. De acordo com os dados apresentados pelos representantes da Embrapa, 60% dos 11 milhões de toneladas de trigo consumidos no Brasil por ano são importados. O Núcleo Avançado de Pesquisa de Trigo Tropical, com sede em Uberaba, conta com seis variedades do cereal para produção no clima do cerrado, cuja produção tornaria os preços mais competitivos para o produtor brasileiro.  

O prefeito destaca a importância de expandir o mercado uberabense, buscando investimentos no exterior, mas também incentivando o setor de pesquisas e todos os setores envolvidos na cadeia produtiva. "De cada 100 quilos de trigo, 60 vem da Argentina, Rússia, Canadá e Estados Unidos. Realmente precisamos desse esforço para aumentar a produção, gerar mais trabalho e renda na região. Estamos de olho na China também, que está aumentando o poder de compra, principalmente de comida, o que é muito interessante para o nosso município", aponta Piau.

O chefe adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski, ressalta que o ponto para o trigo avançar é a região do Cerrado, principalmente em Minas. "Aqui temos muito espaço e a qualidade tecnológica não tem nada a perder para outros locais, com um produto com mais estabilidade e homogeneidade neste ambiente. A tropicalização do trigo é uma avenida que se abre e a Embrapa quer contribuir com a nossa expertise, mas também criando uma massa crítica para a cadeia andar como um todo, nos tornando competitivos no mercado nacional', destaca Lemainski.

Após este primeiro encontro com os representantes da Embrapa Trigo, a expectativa é que as conversas continuem após a transição de governo, quando os novos representantes do MAPA assumirem a pasta.

Workshop. Osvaldo Vasconcellos Vieira, chefe geral da Embrapa Trigo, aproveitou o momento para convidar o prefeito, vice-prefeito e secretário da Sagri para participarem das discussões do "Workshop Trigo Tropical - Superar desafios para a expansão do trigo", promovido pela unidade, que acontece nesta quinta-feira, dia 06 de dezembro. "Tivemos um evento interno nos últimos dois dias, mas amanhã teremos esse encontro, que é aberto a todos os atores da cadeia de produção do trigo, para discutir soluções para superar os desafios na expansão da cultura no Cerrado. Vamos abordar pesquisa, manejo, gargalos na produção, demandas da indústria e dos produtores para formar um plano de trabalho para ampliar a interação entre a pesquisa e o setor produtivo" explica Vieira.   

O Workshop será no Hotel Tamareiras Prime, das 09h às 17h, e contará com painéis e palestras sobre cenários para a produção de trigo tropical, visão de cooperativas e produtores, resultados de pesquisas e indicações de demandas e ajustes para pesquisas. Segundo o estudo realizado pela Embrapa Territorial, o Brasil tem potencial de quase 25 milhões de hectares para trigo tropical, mas, atualmente, existem cultivos de trigo em apenas 200 mil hectares nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, além da Bahia. 

Secom/PMU