Sindicalistas se reúnem para manter administrativo da Mosaic em Uberaba

Stiquifar
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Sindicalista atuantes na base da Mosaic em reunião para discutir futuro dos trabalhadores da empresa

O Stiquifar –Sindicato dos trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas de Uberaba e Região reuniu as lideranças sindicais. O objetivo foi definir estratégias para que a empresa Mosaic não leve para Uberlândia o administrativo que acarretará em percas para a cidade e centenas de demissões.

Para a formação do Grupo Uberaba Fértil, aconteceram duas reuniões. A primeira com as lideranças sindicais onde os trabalhadores das bases são mãos de obra para a Mosaic. Estiveram presentes os Sindicatos Sticmu – Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e Mobiliários, Sindicato do Vigilantes de Uberaba, Secosaer - Sindicato dos Hoteleiros, Stimmmeu – Sindicato dos Trabalhadores na Indústrias Metalúrgicas, Mecânica e de Material Elétrico de Uberaba.

Já na segunda reunião em prol ao movimento, o Stiquifar em parceria com o Sinpro reuniu várias entidades classistas dando assim, seguimento a ação contra a ida da Mosaic para a cidade vizinha. Essa ação também contou com a participação da Deputada Federal Jô Moraes.

Para a presidente do Stiquifar Graça Carriconde, esse movimento deve ir de encontro não só aos trabalhadores que correm o risco de perder as vagas de emprego, mas também a sociedade uberabense que também deve se mobilizar contra a atitude a Mosaic. "Lançamos o 'Uberaba Fértil' em defesa dos trabalhadores de Uberaba. Se estão saindo de Santos, que venham para Uberaba onde temos a principal unidade do segmento de fertilizantes. Contamos com a mobilização de todos para sensibilizar a direção da Mosaic, mantendo a administração corporativa em Uberaba".

Graça lembra que desde a notícia de transferência, já há uma mobilização para a permanência do administrativo da Mosaic em Uberaba. "Historicamente desde a década de 80 temos visto a empresa na questão de a administração corporativa mudar para as capitais. Mas sempre retornando para Uberaba. Agora, sem discussão prévia com as lideranças e com o movimento sindical? Isso não pode acontecer. A Mosaic está afrontando os uberabenses. Entendemos que o uberabense não pode concordar com a transferência".

Ela ainda ressalta que essa demanda de transferência do escritório, se tornou um problema macro.  "Essas reuniões foram extremante positiva. As entidades tomaram frente a esse processo onde uma empresa que já foi o carro chefe de empregabilidade em Uberaba, hoje quer transferir escritório de administração para Uberlândia, tirando trabalho, emprego, renda praticamente tudo o que é nosso por direito. E um casamento que existe desde os anos 70 e que nós não vamos permitir e nem abrir mão. A instalação da Mosaic em Uberlândia significa menos arrecadação, menos saúde, menos educação".

Já Marcos Genaria fala da necessidade de união. "Todo os movimentos sindicais devem estar unidos independente de política. Esse momento o movimento Uberaba Fértil pode ser o grande aglutinador de forças. Unir as forças políticas que precisam mostrar que Uberaba está unida. Mostrando as potencialidades para acolher outros trabalhadores que vem para Uberaba compondo o quadro de trabalhadores.

O Sticmu representado por José Lacerda Sobrinho também compõe o grupo. Entendemos que Uberaba tem todas as condições de abrigar esse grupo na cidade. A Mosaic deve a Uberaba, já que foi muito bem recebida inclusive no quesito infraestrutura. O Sticmu repudia a transferência".

Reginaldo Aparecido Dias de Lima e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos. Ela chama a atenção para a quantidade de vagas de empregos. "Nós não entendemos o porquê, já que a empresa sempre foi muito bem assistida por Uberaba. Nós queremos saber os verdadeiros motivos. Hoje, pelas contratações terceirizadas, são 800 trabalhadores. 800 famílias. Se calcularmos por três, são quantos famílias. Temos que começar a luta agora. E o Sindicato dos Metalúrgicos luta pelos trabalhadores. Imagina se hoje nos deixarmos ir o administrativo e amanhã a fábrica inteira".  

Uma das bases mais prejudicadas com o lema "mais com menos" da Mosaic foi o dos vigilantes. Fernando Gustavo dos Santos Ferreira, vice-presidente do Sindicato dos Vigilantes alega que as mudanças feitas pela antiga Vale já trazem prejuízos aos trabalhadores. "Muito ruim para a cidade de Uberaba que atende os requisitos da empresa e a gente não vê o porquê dessa transferência. Inclusive toda nossa estrutura já está aqui por tanto tempo e sempre atendeu. Não vamos ficar com os braços cruzados com essa atitude. Hoje o Sindicato tem aqui 60 profissionais na área de segurança da Mosaic. Houve inclusive demissões. A empresa que veio com um novo modelo de reestruturação do quadro e demitiu vários para colocar porteiros e não seguranças. O sindicato já tem algumas ações e agora apoiaremos o "Uberaba Fértil".

Wolnei Cápolli, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas empresas de Correios e Telégrafos e Similares de Uberaba e Região também é um dos apoiares e integrantes. "O Brasil bem passando por momentos, onde só a união poderá somar, não só no caso da Mosaic, mas de todos os trabalhadores e brasileiros contra o desmonte que está sendo imposto pela reforma trabalhista. 

Apoio político

A Deputada Federal Jô Martins esteve no Stiquifar na tarde de ontem. Jô tem em seu histórico apoio constante as classes de trabalhadores. Para ela, há a necessidade de uma reavaliação da empresa sobre a transferência. Graça apresentou a deputada o projeto Uberaba Fértil. Martins abraçou a causa. "Eu fico comprometida, certa de articular com demais parlamentares que representam o Triangulo Mineiro e Uberaba para lutar Uberaba Fértil é um novo movimento que surge das mãos de Graça Carriconde e de todos que querem um futuro melhor para o Brasil, para Minas e principalmente para Uberaba.