Marcos Montes teria recebido R$ 50 mil da Odebrecht

Dentre cinco políticos do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba citados na planilha apresentada pelo ex-executivo da Odebrecht, Benedicto da Silva Junior, ao Ministério Público, está o deputado federal por Uberaba, Marcos Montes (PSD).

Ainda estão na lista os irmãos Weliton e Elismar Prado, de Uberlândia, o ex-deputado João Bittar e o atual vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade.

A tabela detalha nomes, apelidos e repasses financeiros que teriam sido feitos via caixa dois. Apelidado de “Montanha”, o deputado federal Marcos Montes, teria recebido R$ 50 mil para ajudar a empresa. Os cinco teriam recebido um total de R$ 500 mil.

Em nota, o deputado Marcos Montes, líder da bancada do PSD, lembrou que a citação do seu nome no caso da Odebrecht se restringe à relação de políticos que receberam doações da empresa. “Não estou incluído em nenhuma lista da Justiça ou do Ministério Público” – ressalta ele, se referindo às listas da Procuradoria-Geral da República e do Supremo Tribunal Federal.

Ele ainda afirma, através da nota, que até as eleições de 2016, a legislação brasileira permitia que empresas contribuíssem com campanhas eleitorais, e que ele recebeu apoio de várias empresas. “O valor destinado pela Odebrecht é muito menor do que o apoio que recebeu de outras empresas”, reforça a nota.

Alegando que o Ministério Público Federal tem mostrado que existe uma linha divisória entre os acusados da prática de caixa 2 e os acusados de crime de corrupção, Montes reafirma sua defesa pela conclusão rápida e eficiente da Lava Jato, “de forma que as acusações, as apurações e os resultados sejam esclarecidos para a população. É importante, pois, que os inquéritos pedidos pela Procuradoria-Geral da República e autorizados pelo Supremo Tribunal Federal sejam instaurados com urgência, e que as apurações aconteçam da forma mais transparente possível.