Almir Silva pede informações sobre aditivos concedidos pela Prefeitura

almir silva

O vereador Almir Silva (PR) critica e cobra explicações sobre os aditivos das obras da praça Rui Barbosa e Calçadão. Ele encaminhou requerimento ao prefeito Paulo Piau, solicitando as informações necessárias.

Almir lembrou que este é o papel do vereador. “Nós queremos contribuir com a Prefeitura, em especial com a nossa cidade, pois é o dinheiro dos cidadãos”, afirmou.

O vereador explicou que a Prefeitura concedeu o segundo aditivo no contrato firmado com a empresa Quatro Estações, para a realização das obras. Ele já havia pedido explicações sobre o primeiro aditivo, sendo que agora o valor total aumentou ainda mais.

Almir cumprimentou o prefeito por chamar os secretários e determinar que parem com os aditivos. “Porque senão isto vai virar praxe. A empresa participa da licitação e coloca um preço menor para pegar a obra, não dá conta de concluir e vai na Prefeitura pedir aditivos”, analisou o parlamentar.

O vereador disse, ainda, que a Prefeitura fica em uma situação difícil, pois precisa terminar a obra e acaba liberando mais dinheiro.

O vereador Alan Carlos da Silva (Patri) concordou com a importância do assunto, mas pediu uma reflexão. Ele lembrou que houve mudanças na execução do projeto e entende que nesta situação o ônus não pode ser do construtor. “Não podemos penalizar o construtor, por causa de uma falha no projeto”, acrescentou Alan Carlos.

Já o vereador Fernando Mendes (PTB) disse que penaliza o construtor sim, pois ele pega o edital, vai ao local das obras e realiza visitas técnicas. Para ele, muitos agem com malandragem, já pensando e pedir aditivos, que podem chegar até a 25% da obra.

Mendes concordou com Alan Carlos que isto não é uma regra, mas é preciso tomar cuidado com estas licitações. Almir lembrou que algo semelhante aconteceu nas obras da avenida Interbairros, onde a empresa entrou na licitação, ofereceu um valor abaixo, não deu conta de entregar a obra e depois a Prefeitura teve que chamar a segunda colocada.

“Isto está virando praxe, e quem acaba pagando pelo problema é a Prefeitura e o cidadão”, finalizou Almir. 

Comunicação CMU