Alergia medicamentosa apresenta riscos à saúde

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Dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai) apontam que cerca de 12% da população têm alergia a algum tipo de medicamento.
 
Os analgésicos e os anti-inflamatórios respondem por 40% dos casos.  Além deles, anticonvulsivantes, colírios e pomadas ocupam o ranking. "A alergia medicamentosa tem reação imediata, desencadeando quadros de rinite, asma, urticária, angioedema. Essas reações podem atingir pálpebras e lábios e provocar até mesmo a anafilaxia, que é reação alérgica aguda e grave que, se não socorrida prontamente, pode ser fatal", explica o infectologista, especialista em Alergia e Imunologia, Frederico Zago (foto).   

O especialista esclarece que quando o corpo entra em contato o medicamento, os anticorpos alertam as células, que liberam substâncias químicas para combatê-lo, ocasionando as crises alérgicas. 

"Essas reações alérgicas podem ocorrer imediatamente após a administração da droga ou ainda de forma tardia, manifestando-se após 48 horas da aplicação do medicamento", distingue Frederico. 

São sinais de alerta febre, vermelhidão no corpo, palidez e arroxeamento dos lábios, falta de ar, entupimento nasal, diarreia, queda de pressão, dor no peito, vômito e dores abdominais, erupções na pele, vasculite, anemia hemolítica.
Frederico ressalta que a alergia medicamentosa pode desencadear doenças como a Síndrome de Stevens-Johnson e a Necrólise Epidérmica Tóxica (NET), que provocam erupções cutâneas, descamação da pele e bolhas nas membranas mucosas podendo, inclusive, levar o paciente à morte. "O paciente deve estar atento aos sinais do seu corpo, comunicar o médico sobre as alterações e jamais se automedicar", finaliza o especialista.