Na semana de luta contra a Aids, um alerta: o comportamento dos jovens aumenta as estatísticas da doença

Aids

A cada hora, cerca de 30 adolescentes, de 15 a 19 anos, são infectados no mundo pelo vírus da imunodeficiência humana, o HIV, segundo o último relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Desses, dois terços são meninas. "Aqui no Brasil, o Ministério da Saúde considera que, nos últimos anos, o vírus se transformou em uma epidemia entre os jovens. O número passou de 2,4 para 6,9 casos por 100 mil habitantes", revela o infectologista, especialista em Alergia e Imunologia, Frederico Zago. 

O especialista atribui o aumento de casos ao comportamento dos jovens. "Por causa do tratamento, que permite que o paciente tenha uma vida normal, eles acreditam que ninguém mais morre de Aids e, desta forma, se descuidam. A Aids é uma doença grave, os remédios podem provocar efeitos colaterais severos e o paciente infectado precisa tomar medicamentos pelo resto da vida", enfatiza Frederico Zago.

Frederico explica que, embora não haja cura, a medicina avança no desenvolvimento de tratamentos que consistem na prevenção contra o HIV. A Profilaxia Pós Exposição (PEP) é uma estratégia de uso de antirretrovirais por uma pessoa soronegativa, que se expôs a uma situação com risco de infecção pelo vírus. Já a Profilaxia Pré Exposição (PrEP), consiste no uso diário de antirretrovirais como estratégia de prevenção contra o HIV.

"O cuidado é a melhor forma de se proteger contra qualquer doença. É muito importante apoiar e promover a conscientização sobre prevenção à Aids, principalmente, entre os nossos jovens para que o número não fique ainda maior", finaliza Zago. 

A Aids. A doença crônica pode ser potencialmente fatal. Quando o paciente infectado pelo HIV tem o sistema imunológico danificado pelo vírus, há uma interferência na habilidade do organismo de lutar. A baixa imunidade deixa o paciente suscetível a infecções. O vírus é transmitido, principalmente, por relações sexuais desprotegidas, sem o uso do preservativo. O compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas com sangue pode ser porta de entrada para o HIV. Transfusão de sangue e a transmissão do vírus da mãe para o filho na gestação, amamentação e, principalmente, no momento do parto, também são vias de contágio. Atualmente, a testagem para comprovar a infecção pelo vírus é realizada em menos de 20 minutos, gratuitamente, na rede pública de saúde.